segunda-feira, 23 de abril de 2012

Idéias da Mine

Saiu uma pequena resenha do livro no blog da minha conterrânea, http://ideiasdamine.wordpress.com/

Pra quem gosta de suspense: O Casarão

Em primeiro lugar, quero deixar claro que o autor deste livro é um grande amigo meu. :D Mas não é só por isso que eu resolvi indicar, e sim porque O Casarão possui uma estória realmente surpreendente (e dar muuuito medo, sim!).

A trama se passa em 1989 na cidade de Estrela/RS e traz a estória de quatro adolescentes, cada um com uma personalidade bem definida pelo escritor, Vicente Reckziegel (veja o blog dele aqui).
Rafael, Roberto, Felipe e Jonas são os amigos que decidem procurar por uma casa mal-assombrada no interior da cidade, após um dos garotos ouvir um boato sobre o local. Mas eles não fazem ideia de para onde esta gana de provar que são corajosos, aliada a uma inocente curiosidade, os levará. O Casarão é uma construção que aparentemente não existe, já que as pessoas que passam pela estrada à sua frente nunca o enxergam.
Mesmo assim, os adolescentes o encontram, e é a partir daí que inicia o suspense que eu não consegui parar de ler. O interessante é que o livro ainda tem alguns momentos cômicos e românticos, o que, na minha opinião, fez com que a estória fluisse muito bem, mas sem perder o foco de suspense.
A primeira obra publicada por Vicente foi este livro, mas pelo que percebi, o guri tem talento. Já publicou alguns contos e possui outro projeto em andamento. Eu, sinceramente, estou aguardando ansiosa, até porque um escritor com este talento, e vindo da minha cidade, é motivo de orgulho para todos nós.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Mais uma resenha, por Eliane Fernandes

Essa resenha pode ser encontrada no blog http://leiturasdeeliane.blogspot.com/

Resenha: O Casarão (Vicente Reckziegel)

Olá pessoal! Hoje trago a resenha do livro O Casarão do escritor Vicente Reckziegel. Este livro quem me emprestou foi minha querida amiga Ana Paula Bergamasco, autora de Apátrida e João e Maria. Muito obrigada Ana pelo empréstimo! Livro muito bom! 
Vamos então à sinopse e depois à resenha!


Sinopse - O Casarão - Vicente Reckziegel

 

“A curiosidade pode ser o maior bem do ser humano, mas também pode ser sua perdição. Trata-se de uma história de amizade entre quatro adolescentes inseparáveis, que em busca de uma aventura acabam por encontrar um lugar visível somente a eles. Um local que aos poucos vai transformando e distorcendo suas mentes até ocasionar em uma tragédia. Ambientada na década de 80, mostra o universo da adolescência naquela época, permeada pelo terror de um casarão, que esconde forças ocultas há séculos. Aqui não existe Deus ou Diabo, há somente “O Casarão”.”






Resenha

O Casarão é um livro bem fininho, com 142 páginas, porém muito bem escrito. É um livro que alterna muitas descrições e vários diálogos. Trata-se da aventura de 4 adolescentes na idade de 14, 15 anos e como eles lidam com suas vidas na cidade de Estrela. Lá há um casarão abandonado e mal-assombrado e é nesse local que acontece a aventura que mudará a vida dos 4 jovens para sempre.


Olha, eu fiquei com muito medo ao ler esse livro. Realmente o autor conseguiu transmitir um suspense e um terror como se eu estivesse assistindo a um filme. Não é um livro para se ler antes de dormir! Eu li e acabei tendo pesadelos com o livro! Mas é uma história muito bem escrita e os personagens são bem definidos! Além do que a história te prende do começo ao fim, porque só no final é que é desvendado o segredo do casarão!


Recomendo para todos que gostam de uma boa história de suspense! Leiam que não vão se arrepender!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Denominação Patronímica da Biblioteca Pública de Estrela-RS

Hoje vou postar algo diferente, que não tem muita relação comigo mas ao mesmo tempo tem toda.
Em fins de Dezembro, a Biblioteca Pública do Municipio de Estrela, onde nasci, resido e trabalho, fez o descerramento da placa com o nome de Francisco Reckziegel (Assis Sampaio), meu tio falecido há pouco mais de três anos. Com isso a biblioteca tem agora seu nome, o que é uma honra e motivo de orgulho para toda a família.
Vou postar a noticia exatamente como ela foi ao ar:

" A Biblioteca Pública Municipal foi palco no final da tarde desta quarta-feira, dia 21, de grandes emoções e lembranças na cerimônia de denominação patronímica, recebendo através de votação popular via internet, o nome de Francisco Reckziegel (Assis Sampaio).
Com a presença de autoridades e familiares a cerimônia foi tomada por emoção, quando a filha Heloísa, fez um resumo da vida de Francisco, relembrando os fatos, frases e ditos do escritor, que por décadas escreveu sobre o cotidiano da cidade em colunas de jornais e em livros.
Após o relato ocorreu o descerramento da placa, que contém os dados do patrono, com a presença da viúva Elly Reckziegel, juntamente com a secretária municipal de Cultura e Turismo, Belkis Carolina Calsa, representante do Conselho Municipal de Cultura, Werner Schinke e a vice-prefeita, Irene T. H. Veloso da Silveira. A homenagem contém a seguinte frase escolhida pelos familiares: "As evoluções intelectivas dançam no cérebro sem parar. Às vezes, como um furacão em redemoinhos. Outras, como leve brisa primaveril, espargindo paz no coração. Captado o assunto, o passo seguinte é vesti-lo com as roupagens vistosas das palavras."
A votação via internet ocorreu de 14 de outubro a 14 de novembro, e Assis Sampaio concorreu com mais três personalidades (Antônio Carlos Porto, Lothar Francisco Hessel e Walmor Bergesch), nos 30 dias foram registrados 3.548 votos, sendo que Francisco obteve 3375 indicações, 95.12%.
O novo espaço da Biblioteca foi inaugurado em outubro, localizado no prédio da antiga Polar, sito a rua Pinheiro Machado, nº 343.

QUEM FOI ASSIS SAMPAIO:
Natural de Linha Terezinha, Sampaio, Venâncio Aires, nascido em 21 de dezembro de 1929. Profissão: Técnico em Contabilidade. Falecido em 7 de julho de 2008, sepultado em Estrela-RS. Faleceu no Hospital Moinhos de Vento em Porto Alegre.
Reckziegel foi o primeiro presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Estrela. Integrou a primeira diretoria do Centro Cultural 25 de Julho.
Seu pseudônimo literário foi adotado em razão do santo padroeiro, São Francisco de Assis, e do nome de sua terra natal, Sampaio.
Entre 1936 e 1939 estudou na Escola Paroquial, em Sampaio. De 1940 a 1945 estudou no Seminário Seráfico, em Taquari. Mais tarde 1955-1957 - Escola Técnica de Comércio, em Estrela.
Realizou trabalhos como a produção de crônicas semanais para Jornal Nova Geração 1972-1989. Também produziu crônicas para o Jornal O Informativo do Vale e Jornal Folha de Estrela.
De 1979 a 1989 realizou comentário dominical na Rádio Alto Taquari de Estrela-RS.
Em 1995 recebeu prêmio "Histórias de Trabalho", do Núcleo Cultural Usina do Gasômetro, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre na categoria "Lembranças e Vivências".
Em 1997 publicou o livro NAS BARRANCAS, uma seleção de crônicas do Jornal Nova Geração, com apresentação do jornalista da Rede Globo, Alexandre Garcia.
Em 1999 recebeu Menção Honrosa no Concurso Santa Crua, 150 Anos de Colonização Alemã, na UNISC.
Ainda em 1999 Edição do livro DIVAGAÇÕES e REMINISCÊNCIAS, crônicas do Jornal Nova Geração, com prefácio do escritor Lothar Hessel.
Em 2000 teve trabalho selecionado no Concurso Histórias de Trabalho, da Secretaria Municipal da Cultura, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
Em 2001, edição do livro RECORTES DO JORNAL, crônicas do Jornal Informativo do Vale, com prefácio do jornalista Osvaldo Carlos Van Leeuwen.
Talvez quem melhor tenha definido a importância da obra de Assis Sampaio foi Alexandre Garcia no prefácio do livro "NAS BARRANCAS" quando escreveu "Mas não é apenas a crônica de uma cidade, que desperta recordações. É também um livro para ser lido nas escolas, não só para estudar o estilo filosófico do cronista, mas também para aprender uma parte da história da cidade. Porque a cidade tem alma, sim. E cronistas como Assis Sampaio, são uma espécie de médiuns, que invocam espíritos das cidades. A alma de Estrela baixou neste livro".




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Entrevista para o blog do Márcio Scheibler

Essa entrevista está postada no blog http://livroserocknroll.blogspot.com

Confiram que vale a pena:

 

Entrevista com o autor - Vicente Reckziegel

A primeira entrevista com o autor de 2012 traz as palavras de Vicente Reckziegel, gaúcho de Estrela, autor do suspense O casarão.

1. Quem é Vicente Reckziegel?
Sou um pobre (literalmente) rapaz estrelense, nascido e ainda morador da cidade. Sou funcionário público (sim, eu trabalho, não apenas um casaco na cadeira) na própria cidade, na Secretara de Cultura e Turismo, o que casa perfeitamente comigo, afinal sou formado em Turismo pela UNISC e a cultura faz parte da minha vida. Amante da boa música, cinema e literatura.

2. A ideia de se tornar um autor surgiu de onde? Quais as suas influências?
Sempre gostei de escrever, desde a infância adorava as aulas de redação, e como sempre fui de ler tudo que podia, esse gosto foi se aprimorando com o passar do tempo. Mas nunca escrevi pensando em publicar, apenas para uma própria satisfação, até um dia resolver “arriscar” e enviar para algumas editoras, e deu certo. Além do livro O Casarão, tenho participação em cinco antologias pelo país, o que traz uma bagagem legal para continuar nesse caminho. Meus autores preferidos são Stephen King e Edgar Allan Poe.

3. Seu livro O CASARÃO trata de uma história fantástica envolvendo um grupo de amigos que, por curiosidade típica dos jovens, tem suas vidas mudadas drasticamente. Essa história tem alguma base real?
Eu diria que 5% da história é baseada em alguns fatos reais, como as localidades e um ou outro diálogo, mas basicamente tudo é ficção.

4. O trauma sofrido pelos personagens foi muito forte devido aos acontecimentos ocorridos no casarão. Em sua opinião, o que fatos como esse causariam nas pessoas caso tivessem o mesmo tipo de experiência na vida real?
É difícil prever algo assim, pois cada pessoa possui um tipo de personalidade, sendo alguns muito mais suscetíveis a eventos traumáticos. Mas creio que a reação seria como dos personagens no próprio livro, sendo uma lembrança viva por toda a existência. Ninguém poderia sair impune de um acontecimento dessa intensidade.

5. Como lidar com esse trauma? Você considera possível superar esse tipo de problema?
De certa forma, todos possuímos algum tipo de trauma, de vários níveis de intensidade, e temos de aprender a viver com eles ou a superá-los. Nunca é uma tarefa fácil, mas a vida também é uma batalha diária. Ou desistimos ou continuamos em frente.

6. Você acredita que, na vida real, aconteça o mesmo que aconteceu no livro, com relação a determinadas coisas que algumas pessoas visualizam e outras não? Por que só algumas pessoas enxergavam o casarão? Isso é uma questão psicológica?
Obviamente que algumas pessoas são mais suscetíveis ou sugestionáveis, podendo ser levadas a acreditar ou ver coisas que outros não enxergam. Por outro lado, isso é algo que eu acredito, apesar de ser complicado achar alguma explicação plausível para o fato. Acredito em haver poderes superiores, mas não no estilo “Deus e Diabo”, “bem e mal”, “paraíso ou inferno”. Sendo poderes superiores, ficam além desse tipo de nomenclatura. Plagiando Shakespeare “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”.

7. Algum personagem dessa obra foi inspirado em alguém?
Conscientemente não, apesar de que alguns conhecidos acharem que estava falando desse ou daquele. Todos são personagens fictícios, com personalidade idem. Mas de certa forma, todos temos amigos ou conhecidos com atitudes e maneiras parecidas com as descritas no livro.

8. Tem alguma nova obra em andamento? Caso sim, adiante-nos o que vem por aí.
Estou escrevendo um novo livro, que pretendo lançar mais para o final deste ano. Já tenho 60 páginas escritas, e as ideias estão fluindo de maneira adequada, então posso dizer que estou curtindo muito escrever. Infelizmente o tempo é curto, mas sempre que dá estou criando algo. Também será um suspense, que considero um avanço em comparação ao primeiro (mas isso todo mundo acha), muito na linha S. King, mas uma história original que terá um final surpreendente. É difícil, nesse momento, dar maiores detalhes sobre a história, posso adiantar que é bem mais “cruel” que O Casarão. Mas tenho certeza, quem curte suspense irá gostar.

9. Você é um amante do rock n' roll, inclusive postando suas opiniões em um site pessoal. Como você vê o gênero atualmente? Por que não há mais ícones novos surgindo?
Não acho que não há mais novos ícones, por que, se pensar, quem são os grandes ícones do Rock? John Lennon, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain? Todos estes tem algo em comum, morreram jovens e no auge da criação. O que mudou foi o modo de ver a música. Quase todo mundo hoje em dia consegue gravar um disco, o que faz que tenha muita coisa sem qualquer qualidade circulando, o que tira um pouco a credibilidade de determinados estilos musicais. O que ocorre hoje é que não se tem mais a idolatria de antigamente, o que às vezes alçava a gênios musicais pessoas sem gabarito para o mesmo. Tudo depende da maneira que se quer ver a cena musical, pois eu ouço muita coisa boa lançada nos últimos anos.

10. As bandas mainstream do rock atual estão muito voltadas ao pop. Leia-se Kings of Leon, Radiohead e tantas outras, principalmente da Grã-Bretanha. Quem curte algo mais pesado precisa praticamente se isolar, pois na mídia praticamente nada é visto. Você considera essa ligação do rock com o pop uma coisa natural da época em que vivemos?
Essa ligação sempre existiu de certa forma, pois o próprio rock quando explodiu de vez no mundo com os Beatles, tinha um acento pop forte, que sempre acompanhou grande parte das bandas com o passar do tempo. O problema é quando isso é feito exclusivamente com o objetivo de vender mais e tornar-se mais popular, mudando consideravelmente o estilo de som antes tocado. Mas normalmente quando uma banda muda radicalmente seu som, perde grande parcela de seus fãs mais antigos, e nem sempre consegue novos admiradores. Eu prefiro bandas que se mantém fieis ao seu objetivo de música inicial.

11. Jogo rápido do rock n' roll: mostre suas preferências:
A – Banda(s): Iron Maiden, Rush, The Beatles, Dream Theater, Led Zeppelin
B – Subgênero(s): todos os gêneros de Metal e Rock, exceto os alternativos
C – Álbum(ns): Made In Japan (Deep Purple), Powerslave (Iron), Revolver (The Beatles)
D – Vocalista: Dio/Bruce Dickinson
E – Guitarrista: Jimmy Page (Led Zeppelin)
F – Baixista: Steve Harris (Iron Maiden)
G – Baterista: Neil Peart (Rush)
H – Música inesquecível: Tenho em torno de 3565632 músicas inesquecíveis, então vou escolher uma incomum: The Rain Song (Led Zeppelin)
I – Banda extinta ou artista falecido que você gostaria de ressuscitar: The Beatles

12. Pra finalizar, uma mensagem aos leitores do blog.
Gostaria de fazer apenas um simples pedido: prestigiem a literatura nacional, mas não simplesmente com palavras, mas sim ações concretas. Já ouvi muita gente declarar que apoia os nossos autores, mas na hora de comprar voltam com uma sacola cheia de livros estrangeiros, enquanto esperam receber em casa de graça um livro onde só quem escreve sabe que se sua sangue para lançar, sem patrocínio, sem mídia e afins. Sem generalizar, obviamente, mas é fácil ter um site onde se diz “apoio total a literatura nacional” e abaixo a lista de livros adquiridos: “Crepúsculo, Harry Potter, algum do Nicholas Sparks” e assim por diante. Não tiro os méritos deles, pelo contrário, mas aí o que se fala (escreve) entra em contradição, afinal qual é o apoio dado, deixando de comprar um livro nacional?
Eu tive oportunidade de ler vários livros de autores nacionais, e digo que tem muita coisa boa por ai, inclusive o do Márcio Scheibler, que é um livro policial de primeira linha. Prestigiem, que tenho certeza absoluta que não irão se arrepender.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mais uma resenha de O Casarão

Essa feita por Márcio Vinicius Scheibler, autor de Cicatrizes de um Segredo e Irresistivelmente Fatal

"Um enredo em primeira pessoa relatando as aventuras de uma turma de 4 amigos numa pequena cidade do interior. Suas vidas eram normais até que fatos estranhos começam a acontecer após conhecerem um casarão abandonado e, segundo a lenda, amaldiçoado.

O texto torna-se melancólico e assombroso com o decorrer da trama. Os detalhes da história macabra são mostrados sem medo, nos deixando totalmente ligados e acompanhando cada passo dessa obra. É tudo muito envolvente e prende nossa atenção.

Para quem tem o coração fraco, recomendo não ler. Aos demais, desfrutem desse trabalho maravilhoso do gaúcho Vicente Reckziegel. Um ótimo caso de suspense e terror."

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Resenha por Yvis Tomazini

Resenha no blog http://acanetaselvagem.blogspot.com/

“RESENHA” de O Casarão

Contudo, agora que o li, tenho como responsabilidade dar o aval da obra, não é?
Não sou um resenhista, sou um aspirante a escritor (and that's what i do!). E embora, muitos consigam conciliar as duas coisas, eu não me sinto muito lá a vontade. Daí o motivo das aspas na palavra "resenha". Acontece que eu gostei bastante de "O Casarão", e sendo assim, comentá-lo foi um exercício prazeroso.
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O Casarão por Vicente Reckziegel




"Assim que terminou de contar sua história, Jonas olhou para nós e o que viu foram três rostos assustados, as bocas abertas e olhos arregalados como numa caricatura. Acho que, ao olhar para nós, Jonas acabou também por se assustar. O primeiro que decidiu terminar com aquele silêncio foi Roberto." ... (Trecho de um capitulo mais adiante.)

Vicente Reckziegel já inicia o texto nos envolvendo em uma acolhedora nostalgia. A voz em primeira pessoa começa apresentando os quatro personagens principais. Sendo, obviamente, o narrador um daqueles quatro amigos. A espontaneidade que um ofende o outro para em seguida fazer uma piada, torna aquelas relações bastante criveis e orgânicas. O ‘Quarteto Fantástico’, no auge dos seus quatorze anos, vive aquele tempestuoso e (prazeroso ao se lembrar) momento de amadurecimento. A infância se foi, mas a vida adulta ainda é uma miragem na distância. Os quatro garotos são bem distintos um do outro, e muito provavelmente o leitor vai se identificar com um deles, ou imaginar o rosto de seus amigos ali.
Não que eu tenha feito isso.
Ok, admito, foi um pouco inevitável.
Mas é aí que mora o perigo. Aquela sensação de conforto e segurança vai derretendo ao decorrer das páginas, e então percebemos a que o livro veio.
E então você perceberá que é tarde demais. Uma porta se fechou atrás de você. O único caminho a seguir é avante. Você quer terminar o livro.


O livro aposta na curiosidade que ele gera. Ao pegá-lo, notará que a sinopse quase nada revela a respeito da trama. Tudo que se sabe é que quatro garotos vão meter o nariz, onde não lhes foi chamado. E que algo vai acontecer.
Mas...
Algo, “ o que?”. (Entenderam?)
É mérito também da narrativa fluida, que o livro consiga administrar esta curiosidade que ele gerou. Eu não me desapontei. Ao contrário disso, me surpreendi com a atmosfera próxima ao final MUITO diferente daquela mostrada na apresentação.
Bom... mas, como já dizia a frase do dia do Orkut: “Quem fala muito, dá bom dia a cavalo.”
Pararei por aqui antes que revele mais do que devia.
Só me resta aconselhar a leitura de "O Casarão" e parabenizar o autor Vicente Reckziegel. (É muito reconfortante ver um autor da minha geração fazendo seu trabalho bem feito.)
Link do autor, caso queiram adquirir um exemplar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Resenha por Jordana Silva

Resenha publicada no site http://www.feedyourhead.com.br

Resenha: O Casarão (Vicente Reckziegel)

Hello Everybody! Em comemoração ao Dia das Bruxas, a resenha de hoje é sobre um livro de suspense/terror, nacional e que está super recomendado por mim. A resenha de hoje é do livro "O Casarão". Então, o que você prefere: Doces ou Travessuras?

Sinopse - O Casarão - Vicente Reckziegel

“A curiosidade pode ser o maior bem do ser humano, mas também pode ser sua perdição. Trata-se de uma história de amizade entre quatro adolescentes inseparáveis, que em busca de uma aventura acabam por encontrar um lugar visível somente a eles. Um local que aos poucos vai transformando e distorcendo suas mentes até ocasionar em uma tragédia. Ambientada na década de 80, mostra o universo da adolescência naquela época, permeada pelo terror de um casarão, que esconde forças ocultas há séculos. Aqui não existe Deus ou Diabo, há somente “O Casarão”.

Nem sei como começar essa resenha, aliás, quando gosto muito de um livro eu sinto uma imensa dificuldade em falar dele. Não sei, deve ser por que quero falar tanta coisa que acabo me perdendo na minha própria ordem de pensamentos.

Enfim, O Casarão chegou até mim através de um book tour organizado pelo próprio autor, Vicente Reckziegel. Confesso que não tinha muitas expectativas em relação a essa obra, pois na época em que me inscrevi para o BT eu estava lendo tudo que fosse de autor nacional que aparecia na minha frente. Acabei esquecendo o BT de O Casarão porque o autor falou que quando estivesse tudo certo enviaria a lista dos participantes e a ordem de leitura. Acabou que o livro chegou inesperadamente pra mim e por conta das minhas prioridades de leitura com as parcerias ele ficou parado por quase dois meses... eu sei... eu sei... #shameonme, mas foi isso mesmo que aconteceu como eu era a ultima teria que reenviar para o autor ou para a pessoa que fosse sorteada, nesse caso ele iria sortear o exemplar entre os participantes. 

Vamos deixar de bla bla bla e iniciar de fato os comentários acerca deste suspense sensacional que é “O Casarão”. A estória se passa nos anos 80 e conta a historia de 4 adolescentes com idades em torno de 14 anos quando tudo aconteceu. Jonas, um dos 4 garotos ouve dos avós uma historia sobre um velho casarão assombrado e resolve contar para os outros três amigos: Felipe, Roberto e Rafael, que logo se animam em ir comprovar a veracidade da historia. Como em cidade pequena não se tem muito que fazer, a curiosidade dos meninos os fez acreditarem que iriam vivenciar uma grande aventura. Uma aventura infernal que mudará pra sempre a história de Estrela (cidade em que tudo acontece). Os personagens são muito bem construídos e totalmente verossímeis. Os 4 amigos tem personalidades completamente diferentes, o que faz com que cada um tenha uma participação essencial na historia sem ofuscar o outro. 

Em minha opinião a história não deixou pontas soltas e o suspense se estendeu literalmente até a última página. Da mesma forma que o casarão amedronta os meninos ele os atrai de forma incrível, chegando a fazer com que os meninos sonhem ou tenham pesadelos e até ouçam vozes. Detalhe: O casarão não é visto por todo mundo. 

"Foi nesse instante que a avistamos. Assim que a vi sabia, sem nenhuma dúvida, que era ela. Não me pergunte como ou porquê. Eu simplesmente sabia. Era como se uma voz no interior da minha mente dissesse ‘está ai, divirta-se!’ E notei que todos tivemos essa mesma sensação, pois ao olhar ao meu redor, vi que Roberto e Felipe também olhavam fixamente para ela." página 20

O livro é narrado em primeira pessoa, com uma linguagem de fácil compreensão, apesar de às vezes o ponto de vista mudar e nos deixar um pouco confusos, pois a maior parte do livro é narrada mesmo por Rafael, vinte anos após a tragédia que mudou a sua vida. 

São 142 páginas de puro suspense, e eu confesso que, superou E MUITO as minhas expectativas, pois eu nunca imaginei alguém conseguir colocar terror em tão poucas páginas. Um ponto positivo para o autor é que ele é bem sucinto sem deixar a historia acelerada demais. Todos os acontecimentos que envolvem os jovens desde o primeiro momento em que eles adentram o terreno do Casarão são dados de forma gradual, mas sem enrolação, com um timing perfeito. Tudo acontece exatamente na hora certa. 
 
Vicente tem mesmo o dom para escrever suspense, o que é raro hoje em dia na literatura brasileira. O que inicialmente parece uma historia clichê de 4 adolescentes entrando numa casa mal assombrada torna-se perturbador e chocante quando vamos aos poucos descobrindo que o que existe na casa não é nada daquelas criaturas sobrenaturais a que estamos habituados a ver todos os dias como os vampiros, lobisomens e fantasmas, e sim uma “coisa” muito mais poderosa e capaz de controlar até mesmo os sonhos das pessoas. O que me fez gostar ainda mais do livro, pois a meu ver, causa no leitor uma espécie de incomodo e uma aflição tão grande, pelo menos em mim causou até a aceleração dos meus batimentos cardíacos...rs 

Sério, faltando umas 40 páginas para concluir a leitura eu fechei o livro, pois estava lendo de madrugada numa noite insone mas não tive coragem e deixei pra terminar no outro dia, de manhã...rs. Não sei se é porque acredito muito que de fato podem existir coisas deste tipo, no caso da possessão demoníaca e casas assombradas. (Sim, eu acredito em casas assombradas, experiencia propria.)

É lamentável o fato de os autores nacionais serem tão pouco valorizados aqui, só conheci "O Casarão" pelo skoob e por acaso. Reckziegel escreve muito bem e merece ser reconhecido. Com certeza eu indico “O Casarão” pra todo mundo que assim como eu, é fã do gênero.